sexta-feira, 20 de abril de 2018

Oficina de " Educação Inclusiva"

Hoje participei de uma oficina de educação inclusiva. A oficina iniciou com uma simples pergunta:
" Qual a melhor forma de conhecer um individuo/aluno?"
A maioria respondeu que a melhor forma de conhecer um, individuo/aluno é se aproximando, tentando interagir com ele.
Mas na verdade não é esta a melhor maneira de se conhecer o individuo/aluno, porque se o mesmo tiver alguma especificidade ele pode não interagir como os demais. Diante disso, observar é melhor forma de conhecer qualquer individuo inclusive os neuro tipos (ditos normais).  Foi falado também na diferença entre integrar e incluir, incluir o aluno com necessidades especiais é torna-lo participante da turma, e integrar o aluno com necessidades especiais é simplesmente deixa-lo entrar na sala de aula e não incluir ele nas atividades com os demais alunos.
Durante a palestra teve exemplos algumas  técnicas e jogos que auxiliam  na aprendizagem de alunos autistas.
Foi uma tarde de muito aprendizado, acho que deveríamos ter mais oficinas assim.

Escola democrática

A escola 


" Escola é...
O lugar onde se faz amigos não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha, que estuda, que se alegra, se escolhe, se estima.
O diretor é gente,
o coordenador é gente, o professor é gente,
o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de ilha cercada de gente por todos os lados.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
que não tem amizade a ninguém
nada de ser como um tijolo que
forma a parede,
indiferente, frio e só.
Importante na escola não é só estudar,
não é só trabalhar,
é também criar laços de amizades,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se amarrar nela!
Ora, é lógico...
numa escola assim vai ser fácil estudar,
trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se,
ser feliz."

                                                                                               Paulo Freire

Ao ler esse texto veio em minha mente o curta que assistimos na aula do seminário integrador (https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=Rumvh3QnL38), na minha opinião Paulo Freire relata nesse texto a prática de uma escola democrática, onde as pessoas são tratadas de igual a igual, todos se respeitam e se ajudam, e assim constroem o conhecimento.


terça-feira, 20 de março de 2018

Bem vindo 7º semestre!!!



E assim iniciamos cada semestre, com muita ansiedade, muitas duvidas, perguntas e inquietações, com até mesmo um certo receio de tudo que está por vim. São perguntas como:

Como será o semestre?
Esse semestre vai ser difícil?
Como será os nossos professores?
O que vamos aprender ?
Será que darei conta de tudo?

Se pararmos para analisar nossos sentimentos são muito semelhantes com os sentimentos de nossos alunos no inicio de cada ano letivo, isso que já somos adultos. Teoricamente não eramos para sentirmos nada disso, mas o ser humano é assim, o novo sempre nos causa novos sentimentos, e o bom resultado vai ser conforme a nossa reação diante do desses sentimentos dos novos conhecimentos que estão por vim. Então seja muito bem vindo ...

7º SEMESTRE !!!


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Diversidade Cultural X Escola

Ao assistir esse vídeo abaixo, lembrei-me logo da primeira da aula da disciplina de Escola, Cultura e Sociedade, onde debatemos sobre a dificuldade que as escolas encontram em abordar sobre a diversidade cultural de uma forma natural. Nossa sociedade mudou, e com essa mudança surgiram novos princípios, novos sonhos, nova forma de vida, assim vai se adquirindo uma sociedade com características especificas. As famílias vem se estruturando de formas não tão tradicional, mas não deixam de ser famílias.
       O professor do vídeo encontrou uma forma diferente de ensinar sua disciplina, que por sinal não é nada fácil, (Física) usando o gosto musical da maioria de seus alunos, no inicio podemos ver que eles estranharam um pouco, e até acharam engraçado, mas no final eles adoraram, a forma que o professor arrumou de fazer eles entenderem a matéria.  Ao meu ver temos sim que trazer assuntos da atualidade para dentro da sala de aula, deixar com que o aluno crie ligações do que aprende na sala de aula com o que ele aprende no mundo.

       Mas ao refletir de verdade sobre essa forma descontraída da aula desse professor eu me questionei:

         "Será que esses alunos realmente aprenderam, ou só decoraram a regra com mais facilidade por causa do ritmo da música criada pelo professor?"

Mas temos que ter cuidado para simplesmente não ensinarmos para os nossos alunos uma forma de decorar diferente de antigamente.
   Parabéns para esse professor que deu uma aula que até eu gostaria de participar.



https://www.youtube.com/watch?v=BahUMAWjA7Q
       

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O que é Censo Escolar ?

     



      O censo escolar é um levantamento que mobiliza todas as escolas públicas e privadas de educação básicas realizada todos os anos pelo ministério da educação, e tem por finalidade obter um retrato fiel da educação brasileira. O Censo é o principal instrumento de coleta de informações da Educação Básica, uma vez que abrange as suas diferentes etapas e modalidades: ensino regular (Educação Infantil e Ensinos Fundamental e Médio), Educação Especial e Educação de Jovens e Adultos (EJA). 
      Os dados do Censo são coletados com a colaboração das secretarias estaduais e municipais de Educação, além de todas as escolas públicas e privadas do País. A coleta das informações é realizada por meio de um sistema de acesso chamado Educacenso, que as armazena em um computador central na sede do Inep em Brasília. Os dados são declaratórios e quem preenche o relatório é o diretor da escola ou uma pessoa designada por ele. De acordo com a portaria Nº 269 de 23 de março de 2017 Estabelece as datas e o respectivos responsáveis para as duas etapas de coleta e atividade de processo de execução do censo escolar da educação básica de 2017.
      O censo coleta informações de infraestrutura disponível, as dependências existentes, os equipamentos e as etapas e modalidades de escolarização oferecidas. De cada aluno, são coletados dados como sexo, cor/raça, idade, etapa e escolaridade de ensino que frequenta, nacionalidade, local de nascimento, turma que frequenta, a utilização de transporte escolar e se é portador de deficiência (caso sim, qual tipo). A formação dos docentes e os tipos de turma existentes também fazem parte das questões do Educacenso. Segundo a portaria MEC Nº 197 de 7 de março de 2014, (Dispõe sobre a obrigatoriedade das instituições de educação básica, de educação superior e educação profissional e tecnológica ofertantes de cursos de capacitação profissional técnico de nível médio e de cursos de formação e continua ou qualificação profissional articulados à educação básica a responder anualmente ao censo escolar da educação básica.)

       O Censo Escolar é muito mais do que uma contagem de alunos. Esta pesquisa cumpre um papel estratégico por fornecer subsídios indispensáveis para a definição de políticas para a melhoria da qualidade do ensino. Foi com base nos dados apurados pelo Censo que se detectou como um dos principais problemas do ensino fundamental a incidência de elevadas taxas de distorção idade/série, por sua vez reflexo das elevadas taxas de reprovação e abandono escolar.

Método Clínico

O método clinico é muito importante para analisar o aluno no ambiente escolar, e auxilia a construção do conhecimento do aluno, pois o estimula a criar hipóteses para o entendimento e esclarecimento de problemas/situações através de investigações e conclusões criadas pelo próprio aluno. Diante disso cabe ao professor saber olhar com um olhar mais atento, para saber captar todos os momentos de aprendizagem dos alunos, assim como as curiosidades que eles demonstram. É necessário que o professor desafie seu aluno, para poder entender e compreender a organização e a forma de raciocino de seu aluno.   
     O método clínico-crítico utilizado por Jean Piaget em suas pesquisas tem como característica principal a intervenção sistemática do experimentador diante da conduta do sujeito, seja na relação verbal e ou na manipulação de objetos com explicação, por meio de respostas às explicações ao conteúdo em questão, dadas pelo sujeito. Delval (2002).



Referencias

Denise Rocha Pereira “Reflexão Sobre o Método Clínico-Crítico Piagetiano: Teoria e Prática”, a autora escreve uma citação de Delval:
 - DELVAL, Juan. Introdução à prática do método clínico. Descobrindo o pensamento das crianças. Porto Alegre: ARTMED, 2002.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Hora do filme

Refletindo sobre o filme "Extraordinário"...


O filme “Extraordinário” relata a história de um menino que nasceu com síndrome de treacher collins. Este menino sempre estudou em casa com a mãe. Ao completar 10 anos seus pais decidem que ele tem que frequentar a escola para conviver com outras crianças e fazer amigos. O menino então aceita a decisão dos pais, e vai para a escola.  Se lidar com as diferenças na vida adulta já é difícil, para crianças é ainda mais complicado. No entanto, o menino busca lidar com essa situação fazendo piadas sobre si mesmo, conquistando amigos aos poucos e provando a necessidade de respeitar as pessoas, independente da aparência.

                O filme conta uma história real, mas misturada ao conta de fadas, pois na vida real não é tão fácil assim. A síndrome de treacher collins, realmente existe, e afeta 1 a cada 50 mil bebês no mundo, e muitas fezes as famílias são de origem humilde e não dispõe de recursos para realizar as cirurgias de reconstruções faciais necessárias para as crianças que nascem com essa síndrome, o que acaba afetando o desenvolvimento da criança.
                No filme o menino é descriminado por ser feio, mas supera a descriminação de seus colegas e conquista a amizade de todos. "E como seria na vida real?"
                Ao assistir ao filme me emocionei muito, pois por diversas vezes me coloquei no lugar dos pais e do professor, vi a importância da escola e dos professores para a aceitação do menino por seus colegas. Nós como professores não podemos fingir que não estamos vendo a discriminação na esperança que ela desapareça ou se resolva por conta própria, ou deixando essa responsabilidade apenas com os pais. Temos a obrigação de mostrar para nossos alunos que ninguém é igual a ninguém e que devemos respeitar a todos. Eu acredito sim que criança faz descriminação assim como também sofre descriminação, seja por ser pobre, negro (a), ou por não ter os padrões de beleza que a sociedade exige, mas se nós professores conseguirmos mostrar para os nossos alunos que descriminação é errado, aos poucos acabaremos com esse sentimento repugnante que é a descriminação e o preconceito.