No ano passado o MEC proporcionou aos professores uma formação com o nome de PNAIC, este ano a secretaria municipal resolveu dar continuidade a este projeto de formação de professores, com os professores, assistentes e estagiarias do município que atuam do pré ao quinto ano. Nesses encontros realizamos uma troca de conhecimentos, e recebemos uma proposta para desenvolver em sala de aula com nossos alunos. Nesse encontro tivemos que construir um mapa conceitual, e para minha surpresa muitos professores nunca tinham ouvida falar nessa ferramenta, nem mesmo sabia como fazer, mas no final deu tudo certo. E agora a proposta da escola é desenvolver um mapa com nossos alunos em sala de aula.
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Falando sobre Alfabetização !!!
Logo nas primeiras aulas do curso, tivemos uma aula magnifica
sobre alfabetização, onde a professora nos trouxe a importância de iniciar o
letramento a partir do que o aluno já sabe. Hoje durante uma formação de
professores na minha escola, a supervisora nos trouxe um material da pedagoga e
psicopedagoga Cristina Rodrigues que postou um vídeo no youtube sobre
letramento e alfabetização. Em um determinado momento no vídeo ela diz que “letramento e alfabetização tem significados
diferentes, mas acorrem simultaneamente.” No meu ponto de vista eles não
acontecem simultaneamente, na verdade o letramento vem bem antes da alfabetização,
pois as crianças aprendem a reconhecer objetos, lugares e brinquedos sem nem ao menos estarem alfabetizada, ou em processo de alfabetização. A verdade é que o letramento inicia no
momento em que a criança nasce, e a alfabetização inicia quando a criança
ingressa para o ensino fundamental, ou seja, o primeiro ano.
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
É hora de estagiar!!!
O bom educador é aquele que procura saber mais do que já sabe, que se preocupa em proporcionar um ensino de qualidade para seus educandos. O PEAD me proporcionou um conhecimento técnico que eu não tinha, Paulo Freire diz: " Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua própria produção ou a sua construção." durante 3 anos fui construindo meu próprio aprendizado nas aulas, trabalhos e no final de cada semestre do pead, agora é chegada a hora de por em prática tudo que aprendi, e assim criar novos aprendizados.
domingo, 5 de agosto de 2018
Refletindo sobre avaliação
Quando se fala em avaliar,
sempre nos arrepiamos, pois ao mesmo tempo que é fácil avaliar um aluno acaba
se tornando muito difícil por isso no papel. Luckesi (1995) sugere que provas e
exames servem apenas para verificar o grau ou o nível de desempenho em apenas
um aspecto do desenvolvimento do aluno.
A avaliação do aluno deve
ser diária, ele deve construir o conhecimento e decorar um conhecimento pronto,
No texto disponibilizado Ferreira (1992, p. 5) nos indica que:
"Avaliar não verificar
a reprodução, mas fornecer as condições para que o aluno crie algo novo. A
avaliação deve ser o momento de questionar, de problematizar, de hipotetizar o
que já foi visto. O professor deve criar formas de avaliações, que levem em
consideração o raciocínio do aluno, sua capacidade de produzir novos
conhecimentos.
Nenhum aluno é igual a o
outro, cada um tem seu próprio potencial, uma facilidade em alguma coisa e uma
dificuldade em outra, cabe ao educador saber orienta-los, e avaliar o
desempenho de cada aluno para vencer suas dificuldades.
Aprendizagem construtivista
Concepções da aprendizagem construtivista:
- Considera as possibilidades do sujeito, e as condições do mesmo.
- Busca o conhecimento prévio do aprendiz sobre qualquer conteúdo.
- Professor cria situações especificas para diversas formas de aprender.
- Prega que o conhecimento se constitui entre a disponibilidade da informação externa e a possibilidade da construção interna.
- conhecimento visto como produto de ação e reflexão do aprendiz.
Refletindo sobre tecnologia na educação
Em todos os espaços da
sociedade sentimos a presença da tecnologia no dia a dia das pessoas,
especialmente dos jovens. O avanço e o desenvolvimento acelerado da tecnologia
têm mudado o mundo, em toda a parte a informática tornou-se um importante
instrumento de trabalho e a vida virtualmente dirigida por aplicativos e redes
sociais têm influenciado modos de comportamento e estilos de vida.
Neste cenário a escola,
enquanto instituição indispensável à socialização e formação de crianças e
adolescentes tem sido pressionada a interagir com esse universo tecnológico em
favor do ensino. É evidente que seu uso pode tornar a aprendizagem mais
significativa e sobretudo mais atraente, contudo a mera instrumentalização das
escolas não é garantia de utilização efetiva no processo educativo. Enquanto
ferramenta a tecnologia nada constrói e é desafiador a professores e gestores
dos sistemas de ensino a missão de dominar não só as tecnologias como também
todas as suas possibilidades de utilização pedagógica.
A rapidez das inovações nem
sempre corresponde à capacitação dos professores para sua utilização e
aplicação. Fatores como falta de recursos ou de infraestrutura e também o
despreparo dos professores, que via de regra não tem acesso à tecnologia em sua
formação, muitas vezes levam equipes escolares a se indisporem quanto a sua
utilização e aplicação. Para diminuir a tensão entre as exigências que a
sociedade faz sobre a escola e a própria cultura escolar, construída ao longo de anos em cima de uma estrutura de
poder baseada na transmissão de conhecimentos historicamente acumulados e
transformados em conteúdos curriculares, é fundamental o investimento na
formação continuada do professor.
Resenha
Desafios da EJA
O texto
inicia trazendo os maiores desafios que encontramos na educação de jovens e
adultos, que é a dificuldades em ensinar, em lidar com a motivação, em
conseguir ganhos de consciência são permanentes nos depoimentos daqueles que
buscaram o trabalho com adultos das camadas populares. Lidar com a motivação
dos alunos da EJA não é uma tarefa fácil, pois a maioria desses alunos chegam
na escola já cansados de um dia de trabalho, pensando em outros problemas,
enquanto outros sofrem com a vergonha de voltar a escola, enfim os alunos da
EJA chegam em sala de aula com um certo conhecimento de letramento, mas com uma
grande bagagem de conhecimento, de experiência no mundo, diferente das crianças
que não possuem essa vasta bagagem de conhecimento do mundo. Paulo Freire nos
diz” Para construir o mundo é preciso primeiro sonhá-lo” e muitos dos educando
que frequentam tem alguma noção da escrita e precisamos resgatar com materiais
lúdicos, oralidade trazendo para o contexto escolar suas realidades, sua
leitura do mundo e seu contexto em que estão inseridos, por isso a importância
de trazer para a sala de aula assuntos dia a dia dos alunos, e para podermos
ter noção do nível de conhecimento dos alunos o educador deve manter
diariamente o diálogo em sala de aula.
Muitos
alunos da EJA procuram estudar por se sentir excluído da sociedade por não ser
alfabetizado Hara diz” Sociedade excludente, que marginaliza a grande maioria
pobre, acaba por negar as condições mínimas para a realização da escolarização
das camadas populares, e, quando isto ocorre, a escolarização é destituída da
qualidade necessária. Em busca de uma qualidade melhor de vida muitos adultos
acabam superando o medo e a vergonha e voltando a escola pensando que lá irá
resolver seus problemas, mas infelizmente não é bem assim, pois a escola ainda
enfrente dificuldades para atender as demandas de alunos.
Fazer
com que o aluno aprenda de acordo com a realidade da sociedade em que está
inserido, é facilitar o campo de pesquisa, pois o aluno vai explorar e
construir seu aprendizado a partir de assuntos que já conhece, isso vai fazer o
aluno associar sua alfabetização com mundo, segundo Paulo Freire o processo de
aprendizagem é dinâmico e ativo. Quando aceitamos que o homem seja sujeito na
compreensão do mundo, aceitamos que também o seja na construção do seu
conhecimento sobre a escrita, uma parcela do conhecimento social. Paulo Freire
entende alfabetização como um ato de conhecimento, no qual "aprender a ler
e escrever já não é, pois, memorizar sílabas, palavras ou frases, mas refletir
criticamente sobre o próprio processo de ler e escrever e sobre o profundo
significado da linguagem".
Referência
HARA, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3.
ed. São Paulo: CEDI, 1992.
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