O primeiro texto disponibilizado nos traz o teórico social
Italiano Antonio Gramsci que encara a alfabetização como um conceito e como uma
prática social que devem estar historicamente vinculados, de um lado a
configuração do conhecimento e do poder, do outro lado a luta política e
cultural pela linguagem e pela experiência.
Para Gramsci a alfabetização tinha dois propósitos, podia ser a favor do
empowerment individual e social, ou para a perpetuação de relações de repressão
e de dominação, mas Gramsci acreditava que a alfabetização deveria ser encarada
como uma construção social.
O texto também destaca que o analfabetismo não é meramente a
incapacidade de ler e escrever, é também um indicador cultural para nomear
formas de diferença dentro da lógica da teoria da privação cultural.
No texto alfabetização e letramento nos faz refletir que a
alfabetização vai muito além de decorar o alfabeto ou a tabuada, pois decorar
não aprender, aprender é dominar o assunto em questão é saber seu real
significado sua origem. Segundo a autora do texto Maria Aparecida Alferes,
“Atualmente, para que possamos nos considerar alfabetizados, não basta saber
ler e escrever, ou seja, a ideia de alfabetização vai muito além do domínio do
alfabeto.”
Segundo Silva e Ferreira (2007) o tema alfabetização avançou
na discussão teórica, visto que, hoje é um tema que agrega em torno dele
estudos e reflexões de vários campos do conhecimento, tais como: psicologia,
sociologia, história da educação, linguística, psicolinguística, entre outros.
Avançou-se no próprio conceito, pois além da criação do conceito de letramento,
reinventou-se a alfabetização (Soares, 2004).
Para Freire no texto alfabetização: Ensinar não
é transmitir, mas estabelecer condições para sua construção, sendo que quanto
mais crítico for este processo (ensinar e aprender) tanto mais se amplia a vontade
de saber, a curiosidade epistemológica diante dos desafios que o mundo
apresenta. Então para Freire quanto mais desafiador o aprendizado maior é o
interesse do educando, o educador deve ser o mediador do conhecimento orientado
o educando a construir hipóteses criando possibilidades para chegar ao seu
objetivo, isso é uma aprendizagem significativa onde o educando está
construindo seu conhecimento.
Não se aprende a ler e escrever somente copiando dos livros,
ou das cartinhas, o educando precisa explorar, formular ideias, concordar e
discordar para chegar ao conhecimento.
Referência
Freire, Paulo. Pedagogia da autonomia, Saberes necessários a prática educativa. 1. ed. São Paulo, Paz e Terra, 1996.